Silêncio e pantonalidade enquanto materialidade estética em John Cage

Roč.37,č.1(2016)

Abstrakt
convocatória ao teórico musical John Cage (1912–1992) justifica-se, em primeiro plano, pelo seu trabalho de reformulação sobre a composição musical ordinária. A obra cageana é uma escritura sintetizada por tecnologias radiofônicas que entrelaça ruído urbano e escalas harmônicas. Na segunda linha, celebraremos a passagem das paisagens sonoras – habitação clássica do músico – para os territórios sonoros – espaço polifônico do performer. De fato, Cage incorpora a Pantonalidade como chave estética. Se a música, entre os séculos XVIII e XIX, foi executada com estruturas harmônicas e tonais, o esteta contemporâneo se propõe a trabalhar com todo o campo sonoro, incluindo o silêncio. Finalmente, Cage constrói uma re-territorialização com o espaço da cidade, de onde emergirá um novo sentido de pertencimento. Para o músico, tratou-se de revigorar o estar habitacional da modernidade. Tratou-se de persistir na afirmação de que há homem, e, portanto, ainda há anima no canto da lira tecnológica.

Klíčová slova:
John Cage; música; habitação poética; estética contemporânea; pantonalidade; silêncio

Stránky:
103–110
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