Império e "desimpério" – as questões de territorialidade em As naus de António Lobo Antunes

Roč.37,č.1(2016)

Abstrakt
As Naus (1988) de António Lobo Antunes é uma obra complexa que sintetiza em si as poéticas e as políticas da literatura pós-25 de Abril, mais especificamente aquelas tendências da ficção pós-revolucionária que tencionaram subverter as grandes narrativas míticas da portugalidade, desestabilizando assim o modelo da identidade secular. No centro do romance antuniano encontra-se a representação da impossibilidade e do colapso da narrativa do grande Império Português, como complexo espaço colonial e ultramarino que ao longo de 500 anos constituía a base da identificação e da legitimação culturais e políticas de Portugal. O presente estudo, partindo da descrição das características inerentes do espaço colonial e do grande Império Português, pretende traçar com a ajuda das noções do território e da territorialidade de Deleuze e Guattari como é que este espaço colonial se desconstrói e passa a ser substituído por um espaço citadino essencialmente rizomático.

Klíčová slova:
António Lobo Antunes; ficção pós-25 de Abril; pós-modernismo português; territorialidade; desconstrução do Império; cidade; rizoma; cidade rizomática

Stránky:
27–37
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